3 de dez de 2016

SETE FORMAS DE TORNAR A CIDADE MAIS SUSTENTÁVEL



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Desde 2008, mais metade da população mundial vive em centros urbanos. E essa grande concentração de gente traz também grandes prejuízos ao meio ambiente, como alto consumo de todo o tipo de produtos e serviços, geração de toneladas diárias de lixo e queima de combustíveis fósseis. Mas é possível tornar uma cidade mais limpa e agradável de viver. E uma das ferramentas para tornar isso real é o urbanismo sustentável.
Esse novo modelo de urbanismo busca construir cidades de forma inteligente para torná-las mais sustentável, seguras e agradáveis para seus habitantes. Confira abaixo algumas dicas para tornar as cidades mais humanas e amigas do meio ambiente:

1. Construir mais áreas para pedestres

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Você já reparou como, cada dia mais, vemos menos pessoas nas ruas e mais veículos. Isso acontece graças a uma característica comum a muitas cidades – elas são construídas para os carros. Viadutos, vias expressas, túneis, rodovias, extensões, pontes e largas avenidas são alguns exemplos que mostram como a prioridade é quase sempre dos veículos, e não das pessoas.
Por isso, a construção de mais áreas destinadas aos pedestres pode ser um feito não só para o bem estar da população, mas também para o meio ambiente. Ruas limpas, seguras, arborizadas, com calçadas amplas, iluminação adequada, sinalização confiável, trânsito ordenado e com total acessibilidade é um estímulo capaz de fazer com que as pessoas deixassem mais o carro em casa e passem a andar pelas ruas, como acontecia antigamente.
Menos espaço para os carros significa mais bicicletas, mais pessoas caminhando e olhando calmamente as pequenas lojas de bairro, esquecidas com o aumento dos grandes centros comerciais, mais qualidade de vida e menos poluição.


2. Estímulo ao desenvolvimento dos bairros

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Ao invés de investir apenas nos grandes centros comerciais das cidades, uma boa idéia é estimular o desenvolvimento dos pequenos bairros. A intenção é fazer com que as comunidades voltem a ter a representatividade e unidade de antes.
Lugares que fosse, ao mesmo tempo, comerciais e residenciais, mas em pequenas escalas. Bairros onde o trabalho ficasse perto de casa, que, por sua vez, seria apenas algumas quadras longe da escola e do supermercado. Também seria possível fazer compras na loja da esquina e fazer curso de inglês a alguns minutos de sua casa.
Esses bairros ainda devem ter construções configuradas em quadras e prédios, agrupados em uma mistura de atividades sobrepostas, como moradia, comércio, escritórios, lazer e educação. O uso misto torna as ruas cheias de vitalidade e movimentadas em todas as horas do dia.
Com isso, você e sua família poderiam morar, trabalhar, estudar, comprar e se divertir sem precisar de longos deslocamentos. As vantagens são muitas – menos custos com transporte (que poderia ser feito a pé ou de bicicleta), menos poluição, estímulo aos pequenos negócios de bairro, além de mais entrosamentos e união entre vizinhos.


3. Diversidade de moradores e densidade controlada

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Outra característica do urbanismo sustentável é favorecer o convívio de pessoas de diferentes classes, idades, culturas e raças trazendo ao espaço urbano uma diversidade de ideias, necessidades e interesses. Com isso, amplia-se as alternativas de relacionamentos e viabiliza-se inúmeros e variados aspectos da vida urbana com elevada qualidade social. A diversidade também torna o lugar mais solidário e inteligente.
Além disso, a densidade demográfica controlada amplia a convivência, fator fundamental para a criação e a dispersão de novas ideias. A correta concentração de consumidores e usuários viabiliza economicamente os diversos equipamentos e serviços urbanos, tanto privados como públicos, os quais resultam, também, em ganhos ambientais além de ocupar menor área de terreno com edificações.


4. Restrição da circulação de carros

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Diversas cidades já adotaram medidas como a restrição da circulação dos carros em alguns bairros durante um dia da semana (geralmente o domingo) e oferecem o espaço às pessoas, que podem passear, brincar com as crianças ou praticar esportes sem se preocupar com o trânsito.
 Em Londres, é proíbida a circulação de carros em alguns locais, como os centros urbanos. Para entrar com carro por lá é preciso pagar uma taxa, além de ter que desembolsar uma nota para estacionar seu veículo.
Menos carro quer dizer mais seguranças, menos poluição e tranquilidade para andar a pé ou de bicicleta.


5. Melhoria do transporte público

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Melhorar o sistema de transporte público é mais uma mãozinha para as iniciativas que proíbem a circulação de carros e alguns pontos das cidades. Ônibus, metrô, trens, bondes e balsas são alguns exemplos de meios de transporte que, se bem administrados, pode reduzir bastante a quantidade de carros nas ruas.
Cada carro leva em média 1,2 passageiros. Isso significa quase uma pessoa por carro nas ruas, o que agrava os congestionamentos e níveis de poluição, além de aumentar o consumo de combustíveis fósseis, como a gasolina.
Para muitas pessoas, o uso diário do veículo particular é um reflexo da falta de opções de serviços de transporte público de qualidade. Cidades como Amsterdã (Países Baixos), Copenhague (Dinamarca), Ottawa (Canadá), Freiburg (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Londres (Reino Unidos) e Quarry Village (Estados Unidos) já tomaram medidas como estas e se tornaram cidades “sem carros”.


6. Criação de jardins comunitários

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Esses espaços, iniciativas comuns em diversas cidades de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, são totalmente públicos. Eles pertencem e são geridos pela comunidade e possuem acesso livre para qualquer pessoa.
Geralmente construídos por iniciativa da prefeitura ou de alguma ONG, essas jardins são uma ótima maneira de estreitar os lanços dentro da comunidade, além de oferecer um ambiente saudável e agradável onde todos podem ter maior contato com a natureza.
Para montar um jardim comunitário é preciso apenas um espaço de terra, iniciativa e organização. Vale lembrar que a prática não se resume à construção do jardim, mas também à sua manutenção e conservação.


7. Organização de um sistema de coleta seletiva

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Uma das maiores barreiras quando se fala em reciclagem é a coleta desse material. Muita gente até separa os materiais corretamente, mas não sabe onde ou a quem entregar os recicláveis.
Uma iniciativa capaz de facilitar esse processo é criar um sistema público de coleta de materiais recicláveis. Diversas prefeituras no Brasil já adotaram programas desse tipo e são responsáveis pela coleta e pela destinação final desses resíduos.
A coleta pode ser feita porta a porta ou em locais pré-determinados. Aí é a vez dos cidadãos fazerem a sua parte e separarem os materiais de acordo com o seu tipo e jogá-los nos locais adequados.  

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