22 de out de 2017

TIPOS DE LÂMPADAS

São cinco os principais tipos de lâmpadas para uso doméstico:
  • Lâmpadas fluorescentes compactas
  • Lâmpadas fluorescente tubulares
  • Díodos Emissores de Luz (LED)
  • Lâmpadas de halogéneo
  • Lâmpadas incandescentes


Lâmpadas fluorescentes
As lâmpadas fluorescentes podem ser classificadas de acordo com o seu formato: as mais vulgares são geralmente utilizadas nas cozinhas e designam-se por Lâmpadas Fluorescentes Tubulares. As Lâmpadas Fluorescente Compactas não são mais do que uma lâmpada fluorescente miniaturizada que se desenvolveu para substituir as vulgares lâmpadas incandescentes, grandes consumidoras de energia.



Tubulares
Estas lâmpadas são muito utilizadas pois proporcionam uma boa iluminação com pouca potência e baixo consumo energético, sendo as mais adequadas para locais com necessidades de longa iluminação. 

Estas lâmpadas têm uma elevada eficácia e um período de vida muito elevado (cerca de 12 000 horas), permitindo economizar energia até 85 por cento, dependendo do modelo e da potência.



(Fonte: Philips)

Compactas
As lâmpadas fluorescentes compactas apresentam as mesmas vantagens das tubulares e têm uma instalação compatível com os casquilhos tradicionais usados para as lâmpadas incandescentes.
São especialmente recomendadas quando se necessita de utilização contínua por períodos de tempo superiores a pelo menos 1 hora. 
Existem lâmpadas indicadas para zonas de descanso (branco quente) e outras adequadas para zonas de atividade (branco frio). 
Estas lâmpadas têm um número elevado de horas de utilização, de 6 a 15 mil horas, e já estão preparadas para um número elevado de ciclos de ligar e desligar.


(Fonte: Philips)

Díodos Emissores de Luz (LEDs)
 A redução do consumo de energia elétrica na iluminação passa indiscutivelmente pela utilização de LEDs.
Atualmente já existem LEDs com lumens equivalentes às lâmpadas incandescentes e de halogéneo.
Estas lâmpadas têm um preço mais elevado que as lâmpadas fluorescentes compactas, mas têm um período de vida muito superior (20 a 45 mil horas em oposição a 6 a 15 mil horas).
 (Fonte: Philips)
  
Lâmpadas de halogéneo
As lâmpadas de halogéneo têm estado a ter uma melhoria na sua eficiência energética. Atualmente já existem lâmpadas 20 a 60% mais eficientes que as tradicionais, e com um tempo de vida útil também superior que pode atingir as 5000 horas de utilização.
Estas lâmpadas têm um funcionamento semelhante ao das lâmpadas incandescentes. No entanto, apresentam a vantagem de conseguirem recuperar o calor libertado pela lâmpada, reduzindo a necessidade de eletricidade para manter a sua iluminação. Estas lâmpadas emitem uma claridade constante.
Outra vantagem deste tipo de lâmpadas, quando comparadas com as lâmpadas incandescentes, é a possibilidade de orientação da emissão de luz segundo diversos ângulos de abertura.
   (Fonte: Philips)
Lâmpadas incandescentes
Este tipo de lâmpada está ainda presente nas habitações. Este é no entanto o tipo de iluminação com menos eficiência luminosa (15 lm/W) e com o menor tempo de vida média (cerca de 1 000 horas).
A sua baixa eficiência em relação aos restantes tipos de lâmpadas deve-se ao facto de converterem a maior parte da eletricidade (90 a 95%) em calor e apenas uma percentagem muito reduzida (5 a 10%) em luz. Daí ficarem bastante quentes muito pouco tempo após terem sido acesas.
A sua elevada ineficiência conduziu a que a União Europeia aprovasse uma directiva com o objectivo de retirar estas lâmpadas do mercado. Este processo decorreu entre 2009 e 2012, com o seguinte calendário de proibição de venda:
  • Lâmpadas acima de 80W proibidas a partir de 1 de Setembro 2009;
  • Lâmpadas acima de 65W proibidas a partir de 1 de Setembro 2010;
  • Lâmpadas acima de 45W proibidas a partir de 1 de Setembro 2011;
  • Lâmpadas acima de 7W proibidas a partir de 1 de Setembro 2012.

Fonte: http://www.ecocasa.pt/energia_content.php?id=1

INSS DA OBRA

Seguem duas reportagens sobre INSS de Obra que é um dos itens que geram mais dúvidas na hora de construir e regularizar a casa.

Alvará e Habite-se
Por conta de obrigação legal contida no Artigo 50 da Lei 8.212.91 com redação dada pela Lei 9.476/97, todos os municípios devem fornecer à Receita Federal do Brasil a relação dos Alvarás de Construção e Habite-se ( ou Certificado de Conclusão de Obra) concedidos pelo órgão público.
De posse dessas informações constante do banco de dados a Receita Federal sabe exatamente quando uma obra de construção civil foi iniciada e finalizada.
A partir de confrontos realizados com o banco de dados das matrículas concedidas pela RFB, pelos recolhimentos constantes dessas matrículas e pela emissão ou não de CND na respectiva matricula, a Receita Federal tem elementos para cobrar do contribuinte o pagamento das contribuições sociais sobre a obra de construção civil de sua responsabilidade, já que ocorreu o fato gerador dessas contribuições.
Caso o contribuinte após ser regularmente intimado a regularizar sua obra, não o faça, a mesma será incluída em procedimentos de ação fiscal e, nesse caso só poderá efetuar o recolhimento da contribuição com multa de 75% ( setenta e cinco por cento) conforme legislação em vigor. É concedida uma redução de 50% no valor dessa multa caso o contribuinte efetue o pagamento integral ou uma redução de 40%, caso parcele o débito.

Sendo assim , caso o contribuinte conclua sua obra de construção civil é aconselhável que o mesmo procure uma unidade da Receita Federal do Brasil e providencie a regularização para que não seja autuado pela fiscalização da Receita Federal, pois a multa aplicada é pesadíssima.
Outro fato importante a destacar é que o contribuinte tem um prazo de 30 dias, contado do início da atividade para efetuar a matrícula da obra junto a Receita Federal. Caso não seja feita por livre vontade do contribuinte a fiscalização fará essa matricula ” de ofício” , porém, nesse caso efetuará o lançamento do crédito tributário (multa) através da lavratura de auto de infração pelo descumprimento de obrigação acessória conforme constante do Artigo Art. 49 § 1°e § 3° da Lei 8212/1991:
Art. 49. A matrícula da empresa será efetuada nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
§ 1o No caso de obra de construção civil, a matrícula deverá ser efetuada mediante comunicação obrigatória do responsável por sua execução, no prazo de 30 (trinta) dias, contado do início de suas atividades, quando obterá número cadastral básico, de caráter permanente. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009).
§ 3o O não cumprimento do disposto no § 1o deste artigo sujeita o responsável a multa na forma estabelecida no art. 92 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009).

FONTE: https://elielfernandes.wordpress.com/





Regularização de obra junto à Receita Federal é facilitada


Desde o dia 4 de julho de 2013, pessoas físicas e jurídicas que precisam regularizar suas obras junto à Receita Federal poderão entregar a Declaração e Informações sobre Obra (Diso) por meio da internet, com redução significativa dos documentos a serem apresentados ao órgão. A regularização das obras de construção civil é imprescindível para que seja realizada a averbação do imóvel e para que o imóvel possa ser utilizado como garantia em financiamentos, por exemplo.

A nova sistemática da Diso prevê que responsável pela obra envie a declaração pela internet. O prazo para cálculo do tributo foi reduzido e passou a ser instantâneo em alguns casos. A simplificação também reduziu número de documentos que o contribuinte deve apresentar ao órgão.

A regularização junto à Receita Federal é necessária para que seja expedida a Certidão Negativa de Débito (CND) relativa à obra, o que permite a averbação junto aos cartórios de registros de imóveis. Tal regularização pode ser feita de duas formas: por meio da declaração de contabilidade regular, no caso de empresas que mantém a escrituração contábil, ou pela aferição, que consiste em uma estimativa do custo da mão de obra baseada em uma série de variáveis tais como tipo da obra, metragem e padrão da construção, dentre outros. Nos dois casos, exigia-se do responsável pela obra a entrega de uma série de documentos para serem analisados pela Receita Federal, tais como plantas da obra, notas fiscais e contratos com prestadores de serviço. A análise e tramitação dos documentos acarretava em um tempo médio de espera que podia chegar a 60 dias, podendo ser ainda maior caso fossem constatadas irregularidades nos documentos.

Com a nova Diso, que substitui a versão em papel e é processada exclusivamente por meio da Internet, a Receita racionalizou os procedimentos, reduzindo significativamente a quantidade de documentos que o responsável pela obra precisará entregar ao Fisco. Em uma sistemática semelhante a do Imposto de Renda, o contribuinte declara todas as características da obra por meio da internet, sendo que, em alguns casos, até mesmo o documento com o valor da contribuição a ser recolhida será emitido na Internet.

Após o recolhimento da contribuição, quando for o caso, ou para a continuação do processo de regularização, o interessado necessitará apenas levar à Receita Federal um documento oficial da Prefeitura (geralmente o Alvará ou Habite-se), que comprove as características básicas da obra tais como, a destinação (residencial ou comercial por exemplo) e área construída. Sendo assim, o contribuinte deve apenas agendar uma data para a entrega do documento da Prefeitura, e caso não haja problemas, terá acesso à Certidão Negativa de Débito ou ao documento com valores a serem recolhidos. Estima-se que com a nova sistemática o tempo médio de tramitação de documentos para a regularização da obra caia para cerca de cinco dias úteis caso não haja problemas com a documentação.

Entretanto, é importante destacar que caso sejam constatadas irregularidades na declaração, a Receita pode efetuar uma auditoria sobre a obra, caso em que serão aplicadas multas. Se for constatada fraude na declaração, o responsável pode responder criminalmente por suas ações.

Mais informações sobre a Diso Internet e os procedimentos necessários para a regularização de obra podem ser obtidos na página da Receita Federal.  

Fonte: http://www.caubr.gov.br/regularizacao-de-obra-junto-a-receita-federal-e-facilitada/

12 de out de 2017

PROJETO ARQUITETÔNICO

Você sabe da importância do projeto Arquitetônico?
O projeto arquitetônico é de fundamental importância, pois, através de um projeto de qualidade você terá ambientes bem projetados, dimensionados de maneira correta e que atendam às suas necessidades, evitando assim, desperdício de área e materiais. Também terá uma boa ventilação, as aberturas serão dimensionas e posicionadas de maneira adequada. Através do estudo da orientação solar e ventos, seu projeto se tornará econômico, pois, irá economizar iluminação artificial e sistemas de resfriamento. Sendo assim resultará em conforto e bem estar.
O projeto arquitetônico é o primeiro a ser realizado, é através dele que serão realizados os demais projetos, como, o projeto estrutural, os projetos complementares (projeto elétrico, hidráulico, telefônico, etc.), projeto de interiores e paisagismo.
Estima-se que o preço do projeto arquitetônico custa em média 5% do valor da obra. Um projeto de qualidade o fará poupar dinheiro, pois utilizará do partido do seu terreno para realizar a obra, reduzindo custos com aterros ou cortes no terreno (terraplanagem), determinará quantidade e especificações de materiais necessários para a realização da obra, reduzirá os riscos com erros de setorização de ambientes, localização de sanitários, quantidade de tomadas, iluminação artificial, excesso de corredores, falta de iluminação e ventilação natural, entre outros erros comuns, evitando futuras reformas e demolições para consertar erros ou falta de itens necessários. Levando isso em consideração, o valor citado acima, se torna extremamente baixo, além de tornar a sua obra extremamente valorizada. Que pode ser um fator determinante na hore de vender esta edificação em momento posterior.
Em geral o projeto arquitetônico é a principal forma de se obter construções harmoniosas que conciliem forma e função, é a ligação direta entre a ideia do cliente e a realidade do que se deseja construir, alia aspectos técnicos, de estética, conforto, salubridade, segurança, beleza, custos e aspectos legais. Otimiza os espaços, atendendo assim todas as necessidades do cliente. O projeto idealiza um sonho e também atende a questões técnicas exigidas pelos órgãos competentes.
Tenha certeza de sua escolha ao contratar um arquiteto para idealizar seu sonho.
Texto: adaptado de reportagem da Gazeta do Povo.
Imagens: Projetos da Arquiteta Janete Krueger



A imagem pode conter: casa e atividades ao ar livre

17 de set de 2017

RECICLÁVEL E REUTILIZÁVEL

Já pensou em ser sustentável? Acha que algo é 100% sustentável? O que faz para ser sustentável?
São muitas e muitas perguntas. Mas algumas certezas são sabidas, como por exemplo: Se continuarmos nesse ritmo de consumo e despejo em breve não teremos mais capacidade de nos regenerarmos. Afinal, não temos o "lá" para colocar nosso lixo e "lá" ele vai sumir como um passe de mágica.
Outra certeza é que nada é 100% sustentável. Nosso consumo, por mais que seja controlado sempre gera algum dano ao meio ambiente. Mas isto não quer dizer que você possa simplesmente deixar assim. Faça sua parte, mesmo que pequena. Separe o lixo, recupere o que for possível, reutilize, recicle - faça o que for possível.
Alguns setores são mais poluentes que outros e algumas questões são quase que sem solução, como o lixo nuclear, por exemplo. Então talvez a solução seja mesmo partir pra outra. Ou seja, partir pra outra forma de produzir energia. Isso requer estudo, pesquisa, mas é fato que a geração de energia através das usinas nucleares é uma bomba relógio e sem solução para o despejo dos resíduos.
E o que acha de decorar sua casa com ideias mais sustentáveis? Claro que não precisa reciclar tudo, mas pode aproveitar algumas ideias e também pensar no produto antes de comprá-lo. Como o produto foi produzido? Qual mão de obra utilizada? Qual seu seu tempo de decomposição em caso de descarte?
E lembre-se: Vai fazer algo? Tem que ser bonito e útil.

20 de ago de 2017

HIGH DESIGN – Home & Office Expo

A segunda edição da HIGH DESIGN – Home & Office Expo aconteceu entre os dias 08 e 10 de agosto, no São Paulo Expo como um evento âncora da consolidada semana de design de São Paulo (DW! São Paulo Design Weekend). Com três dias de duração, a feira registrou um aumento de 20% de visitação e a renovação para 2018 aconteceu inloco pela primeira vez. Outro diferencial desta edição foi a realização da primeira rodada de negócios entre designers brasileiros e importadores. A ação, promovida pelo Sindmóveis, com apoio da Apex-Brasil, contou com reuniões realizadas em dois dias, que totalizaram mais de 60 rodadas.

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Com aumento de 30% (tanto em área, quanto de marcas expositoras) em relação à estreia do evento no ano passado, mais de 16 mil  visitantes conferiram todos os lançamentos, entre mobiliário, iluminação, tapetes, papéis de parede, móveis planejados e soluções para áreas corporativas, apresentados por mais de 100 marcas.
 
O ponto alto da HIGH DESIGN 2017 foi a valorização do design brasileiro, evidenciada pela presença de cerca de 150 profissionais que assinaram peças expostas em muitos estandes. O STUDIO HIGH, reafirmou o posicionamento da feira como uma das principais vitrines propulsoras de novos designers ao apresentar trabalhos de 20 estúdios de design, entre jovens e renomados talentos.
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Uma das premissas da feira sempre foi propiciar aos visitantes experiências presenciais únicas, inéditas e exclusivas. Missão cumprida com êxito por meio da programação de peso das áreas destinadas aos debates de assuntos que permeiam o mercado de arquitetura, design e negócios. Durante os três dias do evento, quem passou pela HIGH DESIGN pode escolher assistir alguns dos mais de 50 talks que abordaram temas relevantes e receberam entre os palestrantes profissionais como Jader AlmeidaAna NeuteFernando Prado,Sergio MatosGuto RequenaAristeu PiresFernanda MarquesSuite Arquitetos, Fabio MoroziniRuth ZeinChristina HamouiRodrigo Jorge e Fábio Bouilet,Cristina Wakamatsu, da LW DesignMariana OrsiPedro MoraisCR2 Arquitetura e Casa 14 Arquitetura e Lucila Turqueto.



Os eventos simultâneos reforçaram o conceito da HIGH DESIGN 2017 em debater e enaltecer todas as vertentes do design contemporâneo: DW! São Paulo Design Weekend, o maior festival urbano da América Latina realizou sua 6ª edição com o objetivo de promover a cultura do design; CONAD - Congresso Nacional de Designers de Interiores, tradicional evento organizado pela Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD) desde 1996; 8ª edição da Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional e Expo, principal evento de construção sustentável da América Latina e aMostra do Prêmio Salão Design, premiação de design de produto realizado pelo Sindmóveis desde 1988.

Promovida pelo grupo Informa e idealizada pela Summit Promo, a HIGH DESIGN já tem data marcada para 2018, de 28 a 30 de agosto, e será, mais uma vez, uma das principais âncoras do maior festival urbano de design da América Latina, o DW!.

CRIANÇAS DEVERIAM APRENDER ARQUITETURA NA ESCOLA


Como incorporador, apaixonado por arquitetura e não sendo arquiteto, sempre fiquei intrigado sobre por que a presença de bons projetos no mercado imobiliário se tornou tão rarefeita após a década de 1960. Muitos dos melhores edifícios da capital paulista foram construídos durante apenas uma década, entre os anos 1950 e 1960.
"São Paulo nas Alturas" responde à maior parte das minhas perguntas. Não vou aqui plagiar o excelente trabalho, mas recomendar àqueles com a mesma inquietude que leiam o livro e achem lá as respostas, mas vou dar algumas pistas que vêm dele:
Arquitetos estrangeiros fugindo da guerra vieram para São Paulo trazendo uma enorme bagagem cultural; incorporadores com alto nível cultural e arquitetos se aventuraram a lançar ótimos projetos pelo sistema de preço de custo, novidade de financiamento da época que diminuía o risco do empreendedor.
O ambiente após a guerra era de efervescência cultural, e a classe média paulistana, ansiosa por novidades, abraçava a arquitetura moderna.
E o que aconteceu depois de 1960?
A cidade cresceu num ritmo assustador: a população de 2,2 milhões em 1950 chega até quase 6 milhões em 1970. Ninguém cresce assim impunemente, e a cidade se tornaria aquela que conhecemos hoje: gigante e caótica.
Com a inflação aumentando a partir de 1954 (24% ao ano), o sistema de financiamento a preço de custo entraria em colapso, e muitos incorporadores quebrariam, arrastando junto os ótimos escritórios de arquitetura que trabalhavam para eles.
Esses mesmos arquitetos, que outrora eram protagonistas, voltam ao mercado após os anos 1960 como coadjuvantes, não mais projetando prédios para os incorporadores, mas agora para o poder público, que constrói numa quantidade muito menor que a do mercado imobiliário.
Mas como melhorar as coisas daqui pra frente?
Teremos novamente um ciclo de bons projetos como esse que vimos entre 1950 e 1960? Os incorporadores vão mudar a sua atitude e voltar a lançar projetos que serão admirados nas décadas seguintes? O poder público incentivará o mercado imobiliário a produzir prédios com os ótimos projetos daqueles anos dourados?
Para mim a resposta é clara: são os consumidores que podem mudar o cenário atual, e não os incorporadores ou o poder público.
As empresas vão produzir aquilo que as pessoas quiserem consumir. Com mais educação, a exigência por uma melhor arquitetura vai ser cada vez maior. Às vezes é difícil diferenciar o medíocre do bom, mas o tempo vai mostrar como um edifício com boa arquitetura envelhece com dignidade e mantém o seu valor, não só para o proprietário, mas para a cidade.

fonte: http://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/08/1910206-criancas-deveriam-aprender-sobre-arquitetura-na-escola.shtml?cmpid=compfb

17 de mai de 2017

PLANEJAMENTO URBANO E GESTÃO PUBLICA

Falando um pouco de gestão pública e planejamento urbano.

Quando a gestão pública não consegue ser maior que o ego da figura que a representa vê-se uma deprimente administração do dinheiro público e da cidade, que é um complexo sistema de pessoas, indústrias, veículos e etc. Pode-se afirmar que a empreitada é um fracasso. Mesmo que tenha medidas pontuais assertivas não consegue atingir um todo e fazê-lo funcionar.
O planejamento urbano, matéria ligada diretamente ao profissional arquiteto e urbanista, é fundamental para o crescimento ordenado de uma cidade. Por vezes a população não lhe dá a devida importância, porém sente literalmente na pele e ineficiência de um planejamento mal elaborado. O planejamento urbano por vezes é feito por pessoas leigas no assunto e dessa forma temos teorias aplicadas de forma desastrosa. Um bom gestor procura se cercar de profissionais competentes.
A cidade precisa conviver de forma harmoniosa e pensada "antes" dos problemas. As atitudes emergenciais são sempre pautadas em decisões de cunho imediato para resolver algo pontual, porém fica longe de soluções definitivas.
Precisamos de gestores melhores, não de políticos que ludibriam seu próprio ego em troca de uma aparição na coluna social ou em troca de favorecimentos. Um bom gestor se espelha em bons profissionais e se alia a eles fomentando assim uma administração exemplar.


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Atualmente as cidades cresceram de forma totalmente desordenada o que gera conflitos e perda de qualidade vida, afinal muito  se perdeu ao longo dos anos aplicando planejamento urbano incorreto.
O trabalho será dobrado afinal é preciso reverter o quadro e aplicar novas fórmulas de planejamento urbano, nesta nova configuração de sociedade que se preocupa com sustentabilidade, qualidade de vida, gentrificação, dentre outros.

A palavra gentrificação (do inglês gentrification) pode ser entendida como o processo de mudança imobiliária, nos perfis residenciais e padrões culturais, seja de um bairro, região ou cidade. Esse processo envolve necessariamente ... - 
Veja mais em https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/gentrificacao-o-que-e-e-de-que-maneira-altera-os-espacos-urbanos.htm?cmpid=copiaecola.






1 de mai de 2017

PLANEJAMENTO URBANO NOS MOLDES PORTUGUESES

O Planejamento Urbano no Brasil segue linhas de pensamento trazidos por seus colonizadores, os portugueses. Eram planos que provinham da tradição européia, principalmente, e consistiam basicamente no alargamento de vias, erradicação de ocupações de baixa renda nas áreas mais centrais, implementação de infra-estrutura,  e ajardinamento de parques e praças. Os traços das ruas eram  estreitas e bastante orgânicas, respeitando bastante os traçados naturais. Além da Igreja sempre posicionada ao alto. Já os espanhóis tinham traçados mais lineares, utilizado em cidades de colonização latina.

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segue Texto de Mateus Rosada.

O PLANO SEM TRAÇADO: A IGREJA NA LÓGICA URBANÍSTICA PORTUGUESA DE CRIAÇÃO DAS VILAS COLONIAIS

Este artigo trata da relação entre a Igreja Católica e o Estado Português no processo de colonização das terras de sua colônia em continente americano e como essa relação se desdobrava em fatores de estabelecimento e organização das vilas criadas em território hoje brasileiro. Observa como a Igreja era utilizada como um instrumento estatal de doutrinamento e obediência à coroa portuguesa e um braço governamental responsável, entre outras coisas, por organizar os planos iniciais das vilas criadas sob seus domínios. Observa também diferenças entre as formas como os governos português e espanhol concebiam suas novas cidades, percebendo uma forma de implementação mais sutil e adaptável aos sítios por parte dos portugueses, com menor preocupação com traçados, estes, mais subordinados aos terrenos e a pontos focais: os adros e as praças públicas.

A COLONIZAÇÃO COMO EXPANSÃO DA FÉ CATÓLICA

Na colonização das terras brasileiras, a união entre Igreja e Estado já estava estabelecida e veio acrescentar novos motivos para a empreitada à ideia que já vigorava na época, quando Portugal ainda vivia uma sensação de expansão. Após décadas de lutas para expulsar os mouros das terras lusas, verdadeiras cruzadas, iniciaram-se as grandes navegações e foram sendo estabelecidos postos avançados ao longo das costas africana e asiática. Portugal não cabia mais dentro de si mesmo, como que se lançasse em tentáculos para as várias partes do globo onde colonizava. Sob as bandeiras do governo, sempre estava presente a representação eclesiástica, que era peça importante no estabelecimento da cultura lusa nas novas possessões (destaque-se aqui que até os dias atuais o brasão da bandeira portuguesa ostenta o astrolábio repousando sobe a cruz da Ordem de Cristo, a mesma que vinha estampada nas velas das embarcações lusitanas).

Você pode ler o artigo completo no link:
http://www.shcu2014.com.br/content/plano-tracado-igreja-na-logica-urbanistica-portuguesa-criacao-das-vilas-coloniais